Captain Tsubasa
Essa história começa em 199X, não lembro mais o ano… mas lá ia eu para a locadora de jogos de nintendinho ver as novidades. Era do pai de um amigo do amigo que trazia os cartuchos (que as vezes ainda eram chamados de fitas) do Paraguai. Era um jogo de futebol diferente misturado com RPG e anime, onde só se via um jogador de cada vez e era todo em japonês. Mesmo assim o gráfico, a música e acreditem os “filminhos” (agora chamados de “cut-scenes”) cativaram todos nossos amigos.

Pouco tempo depois, 1 ou 2 anos no máximo, saiu o segundo jogo da série. O Captain Tsubasa 2, que além de ser muito melhor em todos os aspectos do que o primeiro, guardadas as suas limitações talvez tenha sido o melhor de toda a série feita pela Tecmo (que teve versões para Gameboy, Mega CD e Super Famicom) antes que a Konami destruísse a franquia transformado-a num jogo de futebol normal como qualquer outro.

Jogamos o CT2 durante anos a fio e quando não havia mais nada para descobrir tentamos achar macetes (os “cheats” da revistas). Na época não existiam revistas nacionais de videogame e com muita sorte (e dias do dinheiro do lanche economizado) era possível comprar uma revista importada. Então eu descobri a existência do Game Genie. Um aparelho que se encaixava no cartucho antes de coloca-lo no vídeo game e possibilitava a alteração do jogo através de códigos.

GameGenieNES

Eram horas inteiras desperdiçados colocando códigos aleatórios e esperando que algo acontecesse de interessante no jogo. Até que o código “NYYVZO” foi encontrado. Com essa combinação de letras era possível alterar o jogador do seu time por um do time inimigo, um efeito impossível no jogo normalmente. Na época eu não tinha nenhuma idéia sobre programação e nem mesmo o que seria o “engine” de um jogo, mas sempre imaginei se não era possível modificar o time inteiro através de códigos no Game Genie.

Anos se passaram e um dia desses resolvi procurar sobre isso na net e percebi que muita gente estava alterando “save states” de emuladores e assim modificando o estado das instruções na RAM virtual do console para fazer coisas com o meu Game Genie fazia há mais de 10 anos atrás.
Então realizei “Se pode ser feito na RAM, por que não na ROM do cartucho?” Nascia assim o CT2e!

Coloquei um vídeo no YouTube, o arquivo no rapidshare e hoje compartilho aqui com todos os Lunáticos!